Sloan era uma mulher que estava presa no luto pelo seu noivo, que morreu em um acidente de moto dois anos atrás, e quando falo de luto, é luto total, ela não tinha posto fora nem a última garrafa de cerveja que o homem tinha tomado. Até que em um dia em que estava indo para o cemitério, um cachorro aparece do nada na frente do seu carro e quando ela para pra ver se o animal tinha se machucado, ele pula pelo teto solar do automóvel. Sem saber o que fazer, Sloan decide leva-lo pra casa até entrar em contato com o dono do animal pelo telefone que estava na coleira. O problema é que ninguém atende o telefone ou responde as mensagens.
Os dias vão passando e Sloan se apega ao animalzinho e decide adotá-lo, justo quando o tutor finalmente reaparece, quer dizer mais ou menos, ele responde, mas é um cantor que está em turnê pela Austrália e o cão deveria estar sendo cuidado pela namorada de Jason, que simplesmente viajou e deixou Rango pra trás. Então o trato é que ele continue com a Sloan, até que Jason possa ir buscá-lo.
O que começou com conversas sobre o cão, foi ficando cada vez mais pessoal, mas o casal tem vidas e profissões muito diferentes, será possível eles conciliarem tudo e ficarem juntos?
Jason (ou Jaxon, dependendo do seu ponto de vista) é basicamente meu sonho de adolescente: lindo, gostoso (mas não gostoso comum, gostoso tipo barba, cabelo castanho grosso, sorriso sexy, olhos azuis e abdômen definido na praia, segundo as palavras da própria protagonista), gentil, talentoso e apaixonado por mim a ponto de escrever uma música linda em minha homenagem e isso faria a carreira dele decolar. A gente não chega a ver a canção inteira, só a descrição da Sloan, mas alguém poderia botar isso em uma IA e musicar, deu certo com "a sina de Ofélia". Aliás, ele não lança só uma música, mas um álbum inteiro, que estoura e leva disco de platina, ou seja, o meu sonho transcrito.
A Abby tem uma mania, não só ela, na verdade é uma tendência geral atualmente, de fazer os seus personagens aparecerem em outros livros (nas séries a gente chama isso de crossover) e sabe quem aparece aqui? ADRIAN COPELAND, só quem leu a minha review de A vida é muito curta vai entender o tamanho do surto (que aliás você pode ler aqui). Ele tem um encontro ás cegas com a protagonista, que acaba no meio porque ela já está completamente apaixonada pelo Jason. Sloan, você pode me dar só 5% da sua sorte? Já ia me ajudar bastante.
Eu estava em dúvida de quem seria o personagem mais encantador e apaixonante entre esses dois, mas aí lembrei de algo que aprendi em The Vampire Diaries: Tudo bem amar os dois, eu amei. Se Katherine Pierce falou, então tá falado.
Outras característica da escritora é a forma como denomina os capítulos dos seus livros, que tem algo a ver com a história das obras. Aqui, por exemplo, se aproveita do mocinho ser músico e escolhe canções que tem algo a ver com o que vai tratado naquele capítulo, canções essas que formam uma playlist real no Spotify. Tirando as duas últimas que são: A tal música já citada e uma chamada "The huntsman's Wife" (que é um título muito importante dentro da história), que infelizmente são fictícias.
Para dar um gostinho para vocês do quanto esse livro é maravilhoso, vou deixar aqui alguns destaques:
"Eu ia dormir e acordava pensando nela. Eu sonhava com ela. Eu nem tinha olhado para outra mulher desde que começamos a nos falar. E tudo isso por uma mulher que eu nem tinha visto."
"Eu teria concordado com qualquer exigência que ela fizesse, se isso significasse que ela ia ficar. Eu teria dormido em uma boia de piscina se fosse preciso."
"Você vale a espera. Você vale qualquer coisa."
"Meu destino era casar com aquela mulher ... a ideia de ficar sem ela era tão inaceitável quanto nunca mais ver a luz do dia, nunca mais pegar em um violão." (lembrando que ele é músico)
"Ela era meu mundo. Minha melhor amiga. Ficar sem ela seria como ser condenado a prisão."
"Eu sou seu. Por inteiro. Acho que sempre fui seu. Mesmo quando você era de outra pessoa. O Rango sabia. Assim que olhou pra você, ele viu a outra metade de mim aí dentro e te trouxe pra mim."
"Noventa e cinco dias tinham se passado desde a última vez que nos vimos, e eu me sentia vazio. Meu mundo estava escuro. Tudo estava desbotado. E, quanto mais tempo se passava, mais escuro ficava. A vida sem ela era uma uma privação sensorial da minha alma."
"Ela era todas as canções de amor que eu nunca fui bom o bastante para escrever."
"Eu veria você no meio de uma multidão de um milhão de pessoas."

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