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Review: The Originals 3° temporada


Cuidado, contém spoilers

     Essa temporada de The Originals começou pouco tempo depois de onde a anterior tinha parado, com Klaus e Elijah ainda brigados por causa das ações do híbrido no final da temporada passada e Hayley sobre a maldição dos lobisomens, e só podendo assumir a forma humana uma vez por mês. Mas nada como uma profecia que promete a ruína da sua família inteira para unir todos novamente. A tal profecia dizia que em um ano todos os originais vivos no momento (Klaus, Elijah e Rebekah) iriam cair, um derrubado por um amigo, um por um inimigo e um pela família, e enquanto a família ruía, uma besta ia aparecer, mas para entender isso melhor, vamos começar do começo.
     A essa altura do campeonato já conhecemos a base do passado dos Mikaelson, já vimos como eles viraram vampiros, e várias pessoas que eles foram transformando pelo caminho, mas nunca tinham nos contado quem eram os primeiros que foram gerados por eles, ou como isso aconteceu, até agora. O primeiro da linhagem do Elijah foi Julian de Martel, filho de um cruel conde, o de Rebekah foi Aurora, filha do conde e irmã de Julian e do Klaus foi Lucien, servo do palácio.
     O que não faltou nessa temporada foram vilões, além dessa tríplice, tivemos a super organização de vampiros Strix, criada por Elijah a muito tempo atrás, mas que depois passou para o comando de Julian e os bruxos ancestrais, que estavam mais atacados do que nunca e tanto fizeram nessa temporada que conseguiram ser destruídos por dois dos seus ex-regentes.
     Falando no lado bruxo da história, uma que não teve um ano nada fácil foi a Davina (mas quando foi que ela teve uma vida simples?). Ela começou o ano como regente dos nove clãs de New Orleans, mas não contava com o apoio popular, recorreu a manobras extremas para manter o poder, acabou expulsa e quando parecia que ia ser feliz e finalmente conseguiu trazer o namorado de volta, O Kol a matou enquanto estava controlado pelos ancestrais, que não satisfeitos em arquitetar sua morte, ainda destruíram a alma da menina. Eu falei que eles andavam atacados ultimamente.
     Lá no começo do texto eu falei "os originais vivos no momento", porquê não seria The Originals, se não tivéssemos Mikaelsons ressuscitando. Dessa vez foram Kol e Finn (sim, de novo). Finn merece destaque, já que finalmente conseguiu achar dentro daquele pingente místico da Freya o charme que os irmãos sempre esbanjaram e teve um velório tristíssimo que fez a gente chorar (quem diria?).
     Outra que teve uma morte bem trágica foi Cami, que finalmente sentiu os efeitos colaterais de conviver muito com os Originais, e acabou sendo pega no fogo cruzado não uma, mas duas vezes. Mas pelo menos ela recebeu a honra de ter um episódio inteiro focado na sua partida.
     Agora que já passamos pelos pontos importantes da temporada, vamos voltar para a famosa profecia. Ao contrário do que os personagens, e nós, achávamos a perdição não veio de ninguém da tríplice, ou da Strix, e sim de Marcel. O brilhantismo disso veio de como ele construíram isso, Marcel virou inimigo do Elijah, que teve participação direta no fim da Davina e depois arrancado o coração do antigo aliado; amigo de Rebekah e Klaus o considera como membro da família. Depois de tornar o soro criado por Lucien, Marcel se tornou a besta prometida. Ao contrário do que dava a entender os Originais não foram definitivamente derrotados (até porque se fossem, a série acabaria), mas estão em sono profundo até que Hayley ache a cura para todos os males que assombram a família.
     The Originals conseguiu entregar uma temporada boa, que foi arrastada em alguns pontos, mas deixou sim um saldo positivo. O que não é tão positivo é o fato de que a série só volta em 2017 e não em Outubro, como os outros sucessos do canal. Ao contrário do que parece, o chefão da CW afirmou que isso não é um rebaixamento, ou a prova de algo errado com a série, e sim uma manobra para ressaltar a época do início do ano, que normalmente é mais fraca.

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