Você provavelmente já deve ter ouvido sobre o acidente na usina nuclear de Chernobyl, mas é bem menos provável que saiba de maiores detalhes e acredito que isso aconteceu por três motivos: Primeiro porque a usina ficava na antiga união Soviética, que não costumava dar muitas explicações do que acontecia no seu território; Segundo porque a tragédia aconteceu em 1986 e não se tinha acesso as notícias tão facilmente como hoje em dia; E então, para piorar tudo, o pouco que se sabia acabou sendo parcialmente esquecido nos 33 anos entre o acontecido e o momento que eu estou escrevendo esse texto.
É nesse contexto que entra a série da HBO, que apresenta a história para essa nova geração e tenta demonstrar a importância que esse acontecimento teve para os envolvidos e para a história mundial. A narrativa começa pouco depois da explosão do núcleo do reator, quando os especialistas tentam entender o que aconteceu e as primeiras providências começam a ser tomadas.
Aliás, é no aspecto de mostrar a importância do desastre que a série ficou mais marcada para mim, porque me ensinou coisas como o quão perto metade da Europa chegou de ir literalmente pelos ares, como resultado de multiplas explosões causadas como efeito colateral da primeira, a quantidade de pessoas que foram necessárias para tentar remediar a situação ou o que a radiação pode realmente fazer com o corpo humano (o que, a propósito, é bem mais nojento do que causar um câncer ou deformação).
Um outro ponto forte de Chernobyl é o roteiro, que além de transformar física nuclear, que é um assunto complexo e que a grande maioria da população não entende, em algo mais simples. Destaque principalmente para toda a cena do julgamento no último episódio.
O roteiro também usa perfeitamente o fato de a gente já ter um medo real de radiação para criar uma tensão quase palpável e episódios impossíveis de largar.
Com Chernobyl a HBO demonstrou mais uma vez a sua capacidade técnica e com certeza garantiu mais várias indicações na próxima temporada de premiações.
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